Frente fria atinge Santa Catarina com ventos de até 100 km/h e causa estragos em diversas regiões.
Nesta quinta-feira (24), uma intensa frente fria atingiu Santa Catarina, provocando uma série de estragos em várias regiões do estado. Conforme informações da Secretaria de Estado da Defesa Civil (SDC), ventos com velocidades entre 60 km/h e 80 km/h foram registrados em diversos municípios, enquanto Laguna, no Litoral Sul, enfrentou rajadas que chegaram a 100 km/h.
De acordo com o relatório da Defesa Civil, o município de Ponte Alta, no Planalto Serrano, foi um dos mais afetados, com até 200 residências destelhadas. Em São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense, ao menos 30 imóveis tiveram os telhados arrancados, além de quedas de árvores reportadas. Na cidade de Urussanga, no Sul do estado, o telhado de uma escola municipal foi levado pelos ventos fortes e acabou atingindo uma residência próxima. Felizmente, não houve registro de vítimas.
No município de Descanso, também no Oeste, quatro residências, uma indústria e uma igreja foram danificadas. Já em Criciúma e Morro da Fumaça, quedas de árvores bloquearam vias públicas, causando transtornos no trânsito local.
O vendaval também provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica em várias cidades. Em Abelardo Luz, São Domingos, Ipuaçu e São Lourenço do Oeste, foram relatadas quedas de energia. Árvores caíram sobre a rede elétrica em municípios como Itá e Seara, na região de Concórdia, e em cidades do Planalto Norte, como Lebon Régis, onde a SC-355 foi bloqueada pela queda de árvores.
Além dos fortes ventos, chuvas intensas e granizo foram registrados, aumentando os danos, com mais destelhamentos e quedas de galhos. A previsão da Defesa Civil indica que tempestades ainda podem ocorrer nas próximas horas entre o Planalto Norte e o Litoral Norte, com riscos de novos destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia e alagamentos.
A Defesa Civil recomenda que a população evite deslocamentos durante as tempestades e mantenha atenção a possíveis riscos, como quedas de árvores e inundações. O órgão também disponibiliza canais de comunicação para alertas em tempo real e orientações de segurança para moradores em áreas afetadas.
Fonte e imagem: ASCOM | SDC.
